A assistente que programa com você:
como funciona a Devia
Quando você abre um projeto na BIA, tem uma desenvolvedora esperando no canto direito da tela. Ela conhece cada arquivo do seu sistema, lê erros de verdade, escreve e corrige código — e trabalha por pedido, em português. Este artigo apresenta a Devia: o que ela faz, como pedir bem e por que ela muda a economia de manter um sistema vivo.
Onde ela mora
A Devia vive dentro da IDE da BIA — o estúdio do seu projeto que roda 100% no navegador. À esquerda, os arquivos do sistema; no centro, o editor; embaixo, os registros ao vivo; e à direita, o chat dela:
Essa vizinhança importa. A Devia não é um chat genérico numa aba separada, para onde você copia e cola pedaços do problema: ela está no mesmo lugar que o código, os registros e o banco — e enxerga tudo isso como contexto.
O que ela faz, na prática
Cria
"Cria um cadastro de fornecedores com CNPJ, telefone e categoria." A Devia escreve a estrutura completa — o cadastro, as validações (CNPJ é tipo nativo da linguagem da BIA, com validação de verdade), as rotas da API e a ligação com as telas. O que uma tarefa de dias vira minutos, porque ela não está "gerando um exemplo": está escrevendo no seu sistema, seguindo as convenções que o compilador vai conferir.
Modifica
"O relatório de vendas precisa agrupar por mês e mostrar o total de cada forma de pagamento." Modificar é mais delicado que criar — exige entender o que existe. É aqui que o contexto de projeto brilha: a Devia lê as regras atuais antes de mexer, e a mudança sai coerente com o resto, não colada por cima.
Corrige erros — com a mensagem real
A tarefa em que a Devia mais impressiona é a menos glamourosa: consertar. Erro de compilação? Ela lê a mensagem do compilador — arquivo, linha, causa — e corrige o ponto exato. Erro em execução? É aqui que entra o gesto que a gente mais gosta na plataforma inteira: o "Send to AI" dos BiaLogs.
Os BiaLogs mostram ao vivo o que o sistema está registrando, com filtros por nível. Apareceu um erro? Um clique em "Send to AI" e a mensagem — com contexto — vai direto para a Devia investigar. Sem copiar, sem print, sem "consegue reproduzir?". O caminho inteiro do sintoma à correção acontece na mesma tela:
BiaLogs ······· error · recibo: modelo de e-mail não encontrado
↓ Send to AI (um clique)
Devia ········· "Encontrei: a regra de recibo referencia um modelo
que não existe no ambiente. Vou criar o modelo
e reexecutar a verificação."
↓
resultado ····· ✓ corrigido e verificado
Configura as telas
O frontend do sistema (a camada que a BIA chama de Sofia) também é território dela: "essa lista precisa de um filtro por status", "o campo convênio deve aparecer na ficha do paciente". Regras e telas mudam juntas, com coerência.
Como pedir bem
- Diga o resultado, não o caminho. "Quero impedir dois agendamentos no mesmo horário" funciona melhor que instruções técnicas de como você imagina que se faz. O "como" é o trabalho dela.
- Aponte com @. Digite
@no chat para mencionar um arquivo específico: "no @loja.bia, adiciona o campo categoria". Ambiguidade zero. - Uma conversa por assunto. O chat suporta conversas paralelas — use uma para o relatório novo, outra para o ajuste da agenda. Histórico limpo, contexto focado.
- Mande o erro, não a interpretação. "Está dando erro no fechamento" é um começo; o erro real dos BiaLogs (ou o Send to AI) é meio caminho andado.
Quem confere o trabalho dela?
Pergunta certa — e a resposta é o que nos deixa confortáveis em dar tanto poder a uma assistente de IA: a Devia não tem passe livre para produção. O trabalho dela acontece no ambiente Dev, e qualquer mudança só chega à sua equipe depois dos mesmos portões de sempre: o compilador confere a consistência do sistema inteiro, e o ciclo de verificação publica e exercita cada área de verdade antes de substituir a versão no ar.
IA que escreve código é potência. IA que escreve código dentro de um processo que compila, publica e testa antes de entregar — isso é engenharia.
E tudo que ela consome de IA aparece no painel de custos, dentro do mesmo orçamento com trava dura da plataforma. Assistente com superpoderes, sim; com cheque em branco, nunca.
O que isso muda na economia do seu sistema
A parte cara de um sistema nunca foi o primeiro mês — é a vida depois: o campo que faltou, o relatório novo, o erro de sexta-feira à tarde. No modelo tradicional, cada um desses itens vira chamado, orçamento e fila. Com uma desenvolvedora residente que conhece o projeto, lê os erros reais e trabalha dentro de um processo verificado, o custo marginal de evoluir despenca — e a fila simplesmente não existe.
Para quem descreve o sistema pela conversa e nunca abre a IDE, a Devia trabalha nos bastidores do mesmo jeito. Para quem gosta de ver — donos curiosos, agências, consultorias — ela é a colega de bancada que nunca sai de perto.
Veja a Devia trabalhando no seu projeto
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